Segundo dados da Polícia Nacional, mais de 3 mil cidadãos perdem a vida todos os anos em acidentes de viação. Esta realidade exige uma resposta conjunta e urgente de todos os setores da sociedade.
O Ministro do Interior, Manuel Homem, sublinha que o combate à sinistralidade não deve limitar-se às ações policiais:
“Não devemos continuar a considerar pessoas como números. Temos uma taxa de mortalidade superior a dez cidadãos por dia em todo o país, o que é preocupante”, afirmou.
Educação e Consciência Cívica
A educação rodoviária é um dos pilares fundamentais para travar as mortes nas estradas. Licínio Fernandes, secretário para Administração e Finanças da Associação dos Transportes Rodoviários de Mercadorias de Angola (ATROMA), defende que o sucesso do programa depende da integração de diferentes setores, nomeadamente Educação e Ensino Superior.
“A sinistralidade rodoviária em Angola é um problema de educação”, destacou.
Nesse sentido, o Programa “Estradas Sem Mortes” vai estender-se às escolas e organizações da sociedade civil, promovendo uma cultura de cidadania e responsabilidade nas estradas.
Causas e Fatores de Risco
De acordo com as autoridades, 70% dos acidentes são causados por negligência humana, incluindo:
Inobservância das regras do Código de Estrada;
Condução sob efeito de álcool;
Uso do telemóvel ao volante.
O presidente da Associação dos Mototaxistas e Transportadores de Angola (AMOTRANG), Bento Rafael, manifesta preocupação com o aumento de acidentes envolvendo mototaxistas e garante estar a trabalhar com as autoridades para reverter os números.
Infraestruturas e Condução Defensiva
Outro fator apontado é a qualidade das estradas. Licínio Fernandes apela para que as obras rodoviárias sejam realizadas por empresas idóneas e competentes.
Ainda assim, o ministro Manuel Homem reforça que o comportamento humano continua a ser determinante:
“Mesmo quando as estradas apresentam dificuldades técnicas, a nossa condução deve ser defensiva.”
Um Desafio de Todos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a sinistralidade rodoviária como um grave problema de saúde pública global, responsável por 1,35 milhão de mortes por ano no mundo.
Em Angola, travar as mortes nas estradas exige o envolvimento de todos — governo, instituições, associações, empresas e cidadãos. Só com educação, fiscalização e responsabilidade coletiva será possível transformar as estradas angolanas em vias mais seguras para todos.
Referência: DW
A ACETRO apoia todas as iniciativas que promovam a segurança rodoviária e o bem-estar da sociedade angolana.
Juntos por estradas mais seguras, por vidas mais protegidas.